Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic <p>A Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación é editada pela ALAIC - Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação. É uma revista científica trimestral, de abrangência internacional, que tem como principal objetivo promover a divulgação, democratização e fortalecimento da escola latino-americana de pensamento comunicacional. Visa também ampliar o diálogo com a comunidade acadêmica mundial e contribuir para o desenvolvimento integral da sociedade no continente. ISSN 1807-3026</p> Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación - ALAIC pt-BR Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 1807-3026 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p><ul><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li></ul><p> </p><ul><li>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</li></ul><div id="icpbravoaccess_loaded"> </div><div id="icpbravoaccess_loaded"> </div> A AGENDA DE GÊNERO EM PORTAIS ALTERNATIVOS NA ARGENTINA https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1429 <p>O artigo analisa a cobertura realizada por portais feministas na Argentina no ano de 2024 sobre a agenda de gênero naquele país, durante o primeiro ano do governo Javier Milei, eleito presidente em 2023. Busca-se, por meio de pesquisa empírica, discutir a prática do jornalismo feminista a partir da experiência dos portais alternativos LatFem e Marcha, por meio da observação de temas, fontes e abordagens presentes na cobertura. O trabalho pretende contribuir para o conhecimento acerca das experiências de jornalismo alternativo na América Latina e para a reflexão sobre as potencialidades dos portais feministas em desenvolver um jornalismo de resistência em meio a um contexto político marcado pelo conservadorismo.</p> Karina Janz Woitowicz Vinicius Rodrigo Orza Gabriela Cavalcanti Carneiro de Almeida Sofia Villagra Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1429 ENTRE CONSIGNAS Y SOSPECHAS https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1398 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo examina as interações em postagens do Instagram da revista feminina Marie Claire sobre o debate em torno da aprovação da Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez na Argentina. Busca contribuir para o estudo qualitativo da interatividade em debates sociais e concentra-se nos comentários para observar as negociações e tensões em jogo. A observação dessas interações revela a existência de três grupos: um favorável à lei, outro contrário, por acreditar que seus valores estão sendo questionados, e um terceiro cético em relação ao tema.</span></p> María Laura Schaufler Lang Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1398 LESBIANIDADES, FEMINISMO E IMPRENSA https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1399 <p><span style="font-weight: 400;">a partir da relação histórica entre lesbianidades e feminismo e de pesquisas sobre a imprensa lésbica, se volta a notícias sobre casos de violência contra lésbicas e propõe preceitos para aprimorar a cobertura jornalística envolvendo lesbianidades.</span></p> Joana Ziller Maria Clara Soares Rodrigues Paula Silveira-Barbosa Dayane do Carmo Barretos Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1399 BAHSESE DO VENTRE DA FLORESTA https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1421 <p>O texto reflete sobre o feminismo comunitário presente em vozes femininas que narram a história da Comunicação Indígena no Brasil, dos anos 1970 até hoje. A partir da Transmetodologia, se reafirma a urgência da abertura epistêmica ao diálogo e à escuta das sabedorias indígenas, para a porção de práticas descolonizadoras. <em>Yebá Belō</em> e <em>Sukuryu-tapuya</em> nos conduzem pela “Canoa-Serpente” desses conhecimentos, explorando etnomultimídia e três premissas teórico-metodológicas em confluência com pensadores indígenas, articulando narrativas ancestrais e contemporâneas e apontando horizontes teóricos e práticos para a pesquisa em comunicação indígena.</p> Raquel Gomes Carneiro Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1421 AGUANTE FEMINISTA E REPRESENTAÇÕES SOCIAS https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1413 <p>O artigo analisa os modos de participação da agrupação “Las Pibas del Millo” do Club Atlético River Plate, com o objetivo de compreender a construção de identidade e as representações sociais de gênero em um espaço historicamente masculinizado. A partir de uma abordagem qualitativa e etnográfica, foram realizadas observações participantes e entrevistas em profundidade. Os resultados evidenciam a emergência de um “aguante feminista”, que ressignifica práticas tradicionais. Conclui-se que essas experiências redefinem as representações sociais de gênero e possibilitam novas formas de participação na arquibancada.</p> <p>&nbsp;</p> IVANA NAZARETH PIZARRO Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1413 APROPRIAÇÃO DE MÍDIAS DIGITAIS E RESISTÊNCIAS https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1400 <p>Neste artigo analisam-se os discursos sobre a violência contra as mulheres da Colectiva Me pasó en la UCR no Facebook, com o objetivo de analisar os discursos sobre a violência contra as mulheres desenvolvidos na rede social digital Facebook como espaço público de ação. O referencial teórico fundamenta-se na esfera pública, no feminismo interseccional e na violência simbólica. A abordagem é de caráter qualitativo. Como conclusão geral, estabelece-se que os meios de comunicação digitais, como espaços públicos de ação, permitiram às integrantes da Coletiva um meio para erguer a voz contra a violência de gênero.</p> Johanna Rodríguez López Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1400 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA FEMINISTA COMO PRÁTICA DE JUSTIÇA EPISTÊMICA https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1401 <p>O artigo analisa a política de comunicação científica feminista do INCT Caleidoscópio a partir de três podcasts vinculados à sua estratégia institucional. Articulando revisão teórico-crítica dos modelos de divulgação à crítica feminista da neutralidade científica, ancora-se nas perspectivas de saberes situados e objetividade corporificada. Metodologicamente, realiza análise qualitativa das dimensões de produção, circulação e apropriação. Os resultados evidenciam processos de redistribuição de autoridade epistêmica e tensionamento de hierarquias na mediação científica.</p> Inara Fonseca Karla Bessa Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1401 #HABLEMOSDECONSENTIMIENTO E #YANONOSCALLAMOSMAS https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1434 <p>O artigo analisa os repertórios utilizados por duas experiências desenvolvidas na Argentina entre 2011 e 2019 como instâncias de resistência e contranarrativas à cultura da violação: a Marcha das Vadias e as denuncias #YaNoNosCallamosMas&nbsp; (#JáNãoNosCaleamosMais) de abusos sexuais no âmbito musical. Ambas geraram fricção epistêmica nas crenças e na inteligibilidade dos abusos sexuais, por meio do uso habilidoso de diferentes táticas, em particular, digitais, e acompanharam jovens e mulheres testemunhas, com certas reações. Conseguiram visibilidade em plataformas e meios de comunicação.</p> Claudia Laudano Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1434 POR UMA PRÁTICA METODOLÓGICA SITUADA NA COMUNICAÇÃO https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1420 <p>Este artigo propõe e sistematiza uma reflexão metodológica situada no campo da Comunicação a partir de uma pesquisa desenvolvida em programas de pós-graduação localizados nos “Brasis Preteridos”. Ancorado em perspectivas feministas interseccionais, o texto problematiza a compreensão do método como um conjunto de procedimentos técnicos e propõe seu deslocamento para o campo relacional, ético e político. O artigo sustenta que a etnografia, quando compreendida como experiência implicada, tensiona a noção de neutralidade científica e evidencia o saber corporificado, a centralidade da escuta e da intersubjetividade na produção do conhecimento.</p> Jússia Carvalho da Silva Ventura Renata Barreto Malta Eloy Santos Vieira Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1420 O COLETIVO ELAS POR ELAS PROVIDÊNCIA https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1427 <p>O objetivo deste artigo é refletir sobre como a midiatização das narrativas sobre a saúde e segurança das trabalhadoras plataformizadas, podem agravar outras inúmeras vulnerabilidades atravessadas por interseccionalidades. Por outro lado, como a comunidade gerativa, pode representar uma prática de resistência, a exemplo da experiência do Coletivo “Elas por Elas Providência”. Para tanto, seguimos um percurso metodológico composto por revisão bibliográfica com enfoque nas temáticas de gênero e precarização do trabalho, associada à realização de entrevistas em profundidade com mulheres tanto sobrevivem como lutam para mudar este cenário.</p> Solange Inês Engelmann Tatiane M Mendes Pinto Patrícia Gonçalves Saldanha Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1427 A PRIMEIRA-DAMA COMO TECNOLOGIA DE GÊNERO https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1403 <p>Este artigo analisa a primeira-dama como tecnologia de gênero e mediação comunicacional na política brasileira, tensionando os cânones androcêntricos da Comunicação Política. Ancorado na epistemologia feminista, nos conhecimentos situados e na colonialidade do gênero, examina como regimes generificados de visibilidade coproduzem autoridade, legitimidade e reconhecimento. A partir da análise dos perfis de Rosângela “Janja” Lula da Silva e Michelle Bolsonaro no Instagram, investigam-se arquiteturas sociotécnicas que organizam validação, vigilância e disciplinamento dos corpos. Argumenta-se que a primeira-dama constitui infraestrutura simbólica do político no ambiente plataformizado.</p> Nicoli Tassis Laís Espósito Araújo Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1403 CORPOS, DADOS E NARRATIVAS. https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1411 <p><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;"><span dir="auto" style="vertical-align: inherit;">Argentina atraviesa un proceso de retirada estatal respecto a las políticas públicas de protección de las mujeres y la población LGBTQIANB+. La provincia del Chaco se ha situado sistemáticamente entre los estados con las tasas más altas de delitos de género en años consecutivos. Este estudio busca reconstruir y sistematizar un registro de casos ocurridos en esta provincia a partir de un archivo de medios, desde la entrada en vigor de la Ley 26.791 hasta diciembre de 2022. El objetivo es generar un recurso que contribuya a la memoria colectiva y evidencie la urgente necesidad de mecanismos de protección.</span></span></p> Alejandro Silva Fernández Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1411 MIRADAS FEMINISTAS DE LA INVESTIGACIÓN EN COMUNICACIÓN https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1500 <p>Las miradas feministas de la investigación en la comunicación no aparecen únicamente como una perspectiva o temática, sino como una forma de interrogar el campo desde sus propios supuestos. La convocatoria que dio origen a este número propuso explorar los aportes feministas a las teorías, la metodología y la epistemología de la comunicación en América Latina, más allá de la necesaria denuncia de las desigualdades. Los trabajos reunidos responden a esa invitación desde registros diversos: estudios empíricos, reflexiones metodológicas, análisis de medios, así como experiencias de activismos y practicas comunitarias; no obstante, comparten una misma preocupación: cómo producir conocimiento en clave feminista que permita imaginar otros modos de comunicar, investigar y construir comunidad.&nbsp;El dossier está compuesto por doce artículos académicos de autorías individuales y colectivas que dan cuenta de la diversidad regional que estructura el diálogo impulsado desde el Grupo de Trabajo de Género y Diversidad Sexual de ALAIC. Hemos incorporado también dos entrevistas que recuperan el valor de la conversación tanto para la reconstrucción de experiencias como para la reflexión colectiva al calor de nuestras urgencias. Por último, sumamos una semblanza de Michelle Mattelart, pionera en los estudios de mujeres y comunicación en América Latina.</p> Yanet Martinez Toledo Claudia Pedraza Bucio Carolina Justo von Lurzer Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1500 VELHICES SILENCIADAS https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1385 <p>Este estudo investiga a interface entre Comunicação da Ciência, envelhecimento e diversidade, focando nas experiências de homens gays idosos no Brasil sob a perspectiva das "velhices silenciadas". O objetivo é analisar como a transição das mídias tradicionais (1980-1990) para as plataformas digitais contemporâneas impactou a construção da memória e o acesso ao conhecimento científico sobre saúde e HIV/AIDS. Metodologicamente, a pesquisa sustenta-se na triangulação de dados, utilizando a Análise de Conteúdo Temática e a Matriz Analítica Interseccional. O corpus documental inclui depoimentos biográficos e o confronto com fontes primárias, como o Boletim Epidemiológico de 1988. Os resultados apontam que, enquanto a mídia tradicional operou sob estigmas e silenciamentos institucionais, as mídias digitais funcionam como dispositivos de apropriação social e reparação simbólica. Conclui-se que o rigor metodológico aliado à perspectiva interseccional é fundamental para uma comunicação científica inclusiva, capaz de promover a dignidade e a cidadania de grupos historicamente marginalizados.</p> JOSÉ SILVA Maximiliano Martin Vicente Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1385 NO PONTO 16 https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1417 <p>Além de uma epistemologia, os estudos feministas vêm construindo reflexões sobre produção e disseminação do conhecimento. Em diálogo com o pensamento de Paulo Freire, bell hooks dedicou parte de suas obras ao ensino formal. A partir dessas contribuições, refletimos sobre o potencial da pedagogia engajada, em uma experiência de jornalismo comunitário com crianças de uma escola ribeirinha em Florianópolis, no sul do Brasil. Com base em observação participante, analisa-se a produção de um videodocumentário, evidenciando o fortalecimento identitário, o protagonismo infantil e a formação de uma comunidade ampliada de aprendizagem.</p> Melina de la Barrera Ayres Isabel Colucci Coelho Nali Catarina Pedroso Nunes Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1417 QUE NO NOS DEJEN SIN BAILAR https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1503 <p>La pregunta de la que partimos fue: ¿cómo defender la posibilidad de imaginar otros mundos desde <br>la comunicación feminista cuando las condiciones materiales, institucionales y tecnológicas nos <br>empujan al aislamiento, la competencia y la desesperanza? Para responderla, pensamos menos en una <br>entrevista académica que en un encuentro tramado entre afectos y complicidades. A lo largo de la <br>conversación aparecen preocupaciones urgentes para la investigación feminista de la región: el avance <br>de los discursos anti derechos humanos y del planeta, el tecnofascismo, la violencia automatizada, la <br>captura tecnológica de la vida cotidiana. También aparecieron claves para la transformación y <br>superación de las violencias actuales: la desconexión significativa, la construcción de una ciencia <br>feminista latinoamericana, el cuidado como método de creación y la ancestralidad como principio para <br>cualquier futuro.</p> Yanet Martinez Toledo Claudia Pedraza Bucio Carolina Justo vou Lurzer Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1503 MISOGINIA EM REDE https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1477 <p>A antropóloga Letícia Cesarino é uma pesquisadora que tem despontado como um nome importante nas análises do ecossistema da machosfera no Brasil e em outros países. Seu livro, O Mundo do Avesso: Verdade e Política na Era Digital, publicado em 2022, mostra como as plataformas digitais operam e como este sistema tem atuado e influenciado o cotidiano das pessoas, também na área econômica, política e cultural, explicando a atual conjuntura social, marcada por desinformação, pós-verdade, negacionismo e populismo.</p> <p>A entrevista que realizamos com Letícia Cesarino é reveladora e apresenta novas perspectivas deste fenômeno, que vem crescendo em diversos países, afetando homens jovens e adolescentes, sugados para uma <em>rabbit hole</em>, como descreve a professora Gracila Vilaça, que desemboca em um processo de radicalização contra as mulheres e o feminismo, e que tem nas plataformas digitais a sua principal estrutura para disseminação de discursos de ódio, desinformação e conteúdos de violência, e que tem se materializado nos índices de violência de gênero no Brasil.</p> Mabel Dias dos Santos Carolina Dantas de Figueiredo Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1477 HOMENAGEM A MICHÈLE MATTELART https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1499 <p>Homenagem à Michèle Mattelart (22/09/1942 - 22/08/2026), referência pioneira na pesquisa sobre as condições concretas de produção e recepção de produtos das indústrias culturais, a partir de perguntas centradas nas representações das mulheres e na sua condição de consumidoras. Foi figura fundamental na formação da Escola Crítica Latino-americana de Comunicação.</p> Claudia Laudano Ana Carolina D. Escosteguy Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1499 PENSAR E VIVER AS QUESTÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE A PARTIR DO SUL GLOBAL https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1452 <p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr">A resenha analisa o livro <em>Transformations of Sexuality and Gender in the Thai Perspective: Politics, Media, and Citizenship</em>, de Porranee Singpliam, destacando o conceito nativo "phet" como forma de pensar sexo/gênero fora das categorias ocidentais. O autor da resenha, um pesquisador brasileiro, aproxima a obra tailandesa de autoras latino-americanas — Lugones, Segato, Hirata, Akotirene e Curiel — mostrando pontos de contato entre os estudos de gênero do Sul Global: a colonialidade da binariedade de gênero, a interseccionalidade entre gênero e classe, a persistência do patriarcado institucional e a importância de epistemologias situadas, escritas por pessoas queer sobre suas próprias experiências. A resenha propõe um diálogo Sul-Sul entre o Sudeste Asiático e a América Latina nos estudos de gênero.</p> Anderson Lopes da Silva Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1452 CONSTRUIR COMUNIDADES PARA LA RESISTENCIA Y LA ESPERANZA FEMINISTAS A PARTIR DE LA INVESTIGACIÓN EN COMUNICACIÓN https://revista.pubalaic.org/index.php/alaic/article/view/1511 <p>Nesta edição, o eixo central é o dossiê temático “Perspectivas feministas da investigação em Comunicação: construir comunidades para a resistência e a esperança”, organizado pelo Grupo de Trabalho 9 da ALAIC – Comunicação, gênero e diversidade sexual. A proposta reúne um dossiê com doze artigos, duas entrevistas e um texto-homenagem com reflexões que reafirmam a relevância das perspectivas feministas, interseccionais e situadas para a renovação teórica, epistemológica e metodológica da pesquisa em Comunicação na região, processo este em desenvolvimento também na e desde a ALAIC.</p> Adriana Cristina Omena dos Santos Anderson David Gomes dos Santos Copyright (c) 2026 Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación 2026-10-19 2026-10-19 25 52 10.55738/alaic.v25i52.1511